Falta de investimentos e desperdício deixam millhares de paraenses sem água em Belém e RMB
A crise no abastecimento de água em Belém e Região Metropolitana já virou um grande caos nos últimos meses. A situação se arrasta há anos, mas os recentes casos de problemas técnicos no sistema da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) tomou dimensões gigantescas, tanto que na quarta-feira, 10, 28 bairros de Belém e Ananindeua ficaram na seca, sem um pingo de água nas torneiras.
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O engenheiro sanitarista, Abílio Chaves, que integra a Associação de Engenheiros Sanitaristas do Pará (Aespa), esclarece que do desabastecimento de água em Belém e arredores é "um problema histórico da falta de investimento contínuo de vários governos, não só em fazer obras, mas também de não ampliar as que já existem no sistema da Cosanpa", explica.
Ele informa, que o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento aponta que cerca de 20% a 25% da população brasileira ainda não têm acesso à água potável. Portanto, tem muitas famílias que o sistema público de abastecimento de água não chegou nem na porta.
Chaves ressalta, que o sistema de produção do Bolonha, em Belém - que capta água do lago Bolonha e trata tornando potável para ser distribuída para o consumo - foi inaugurado no ano 2000, portanto, há 19 anos e a segunda etapa já foi feita. Porém, o engenheiro esclarece que a primeira etapa tinha que passar por modernização dos filtros, entre outros investimentos.
Ele explica, que tem que ser feitos investimentos no sistema de adução - que são as redes de distribuição de água -, além de trocar tubulações antigas de ferro, que ainda existem na capital e que estão obsoletas, pois não dão mais conta de distribuir água de forma adequada, já estão completamente enferrujadas.
Outro fator importante para melhorar o sistema de distribuição de água seria e implantação da micromedição, que é a instalação de medidores nas residências e imóveis em geral para controlar com exatidão o consumo da água para cobrar por um preço justo.
Abílio Chaves afirma que há muito desperdício, excesso de cobranças e pagamentos do consumo apenas pela taxa, que é um baixo valor previamente definido, mas o consumo aumenta e é preciso realizar um recadastramento geral para fazer uma espécie de raio-x do sistema de abastecimento por completo.
Além disso, o engenheiro acredita que é preciso investir outras áreas do sistema, como programas de educação ambiental, campanhas educativas, que envolvam toda a população sobre a importância de economizar a água e não desperdiçar, pois o processo de captação, tratamento e distribuição é muito caro.
Ele cita lava-jatos clandestinos que ainda funcionam nas travessas Vileta, Timbó, no bairro do Marco e outros locais da periferia da capital e arredores.
"É preciso ter controle dos sistema de abastecimento e saneamento. No geral falta mais investimentos. para universalizar o atendimento, para todos terem acesso à água", informa.
Abílio Chaves define a atual crise como muito grave e que além de mais investimento é preciso manutenção do sistema de produção de água.
Terceirização - "Sou contra a privatização da Cosanpa. Água é um produto essencial. A iniciativa privada pode investir, mas em Manaus, por exemplo não funcionou, em algumas capitais funcionou por um tempo. A inciativa privada visa lucro", define o engenheiro sanitarista sobre o debate de terceirização do sistema de captação e distribuição de água no Pará.
Ele acredita, que os Programas de Parcerias Privadas (PPPs), aqueles em que a inicitiva privada investe em obras públicas, poderiam ajudar, mas com estudo prévio, envolvendo a população, através de consulta pública para poder tomar uma decisão. Caso contrário poderá ser muito desastroso, segundo o engenheiro.
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Fonte:(Roma News)
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Reviewed by Alexandre Meireles
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abril 12, 2019
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